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Por Que Sócrates é Considerado o Patrono da Filosofia?

Sócrates é considerado o patrono da filosofia porque foi o primeiro a admitir sua própria ignorância ao afirmar: “só sei que nada sei“. Sócrates foi o primeiro a alegar que o homem deveria conhecer a si mesmo para tentar conhecer o mundo e estar consciente de que nada sabia.

A atitude filosófica se inicia no momento em que o pensamento crítico e a busca pelo autoconhecimento são suscitados, por Sócrates, através do diálogo, dos questionamentos e da dúvida como um meio para encontrar a verdade.

Por isso mesmo que Sócrates era contra os sofistas da época, especialistas na arte da retórica e oratória que não se preocupavam com a verdade de seus discursos, mas sim em fazer o outro acreditar naquilo que eles falavam, independentemente de ser verdade ou não.

Sócrates, pelo contrário, buscava a sabedoria através de questionamentos, e não na crença cega em ideias que eram difundidas na época.

Para Sócrates, a dúvida era o ponto principal para se conseguir chegar à verdade e a busca pelo conhecimento nunca poderia ser encerrada, pois não tem fim. Foi dele a frase: “Uma vida sem reflexão não merece ser vivida.“.

Na época em que viveu, Sócrates não registrou qualquer obra literária e nem procurou ter seu nome propagado dentro da filosofia.

Ele defendia a teoria de que o conhecimento acerca do mundo só seria adquirido à luz do próprio conhecimento que cada um tinha de si mesmo, com base na própria experiência de vida e por meio de observações que sempre envolviam o diálogo e constantes questionamentos.

Platão, um dos discípulos de Sócrates, foi o responsável por levar o seu pensamento adiante.

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O que são Crenças Costumeiras? Como Lidar com Elas de Acordo com a Filosofia?

Crenças costumeiras são todas as coisas que acreditamos ou que fazemos, sem questionar, sob influência de ensinamentos e hábitos que adquirimos durante nossa criação em determinada cultura, religião, etc. Acreditar que passar por debaixo de escadas ou cruzar com um gato preto dá azar são crenças limitantes, já que as pessoas acreditam nisso sem questionar.

Através da filosofia, essas crenças limitantes podem ser questionadas acerca de sua origem e veracidade. Nós nos tornamos mais donos de nós mesmos, sem nos submetermos a ideias e hábitos que, muitas vezes, nos obrigam a viver em um determinado padrão sob determinadas concepções sem questioná-las, nos tornando, cada vez mais, pessoas passivas, que vivem sem questionar o mundo a sua volta.

Várias crenças que são, inclusive, frutos de ensinamentos que vão passando de geração em geração, podem ser refutadas e derrubadas até mesmo pela ciência.

Qual é a Relação entre o Mito da Caverna e Matrix?

A relação entre o Mito da Caverna e o filme Matrix consiste na falsa realidade em que os seus personagens vivem.

No mito da caverna, escrito por Platão, discípulo de Sócrates, os homens aprisionados por correntes em uma caverna desde que nasceram só conseguem ver as sombras projetadas do que acontece no mundo real e acreditam que aquela é a realidade.

Em Matrix, os personagens também vivem em uma realidade projetada por máquinas enquanto estão desacordados e presos a aparelhos.

Atualizado em: 14/03/2019 na categoria: História

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